Intersexo Brasil

                                                                atua na promoção, proteção e defesa dos direitos das pessoas com variações das características sexuais no país. Por meio de articulação política e incidência direta nas instituições locais, nacionais e internacionais, com a prioridade de erradicar a mutilação genital intersexo.

Somos uma rede brasileira de pessoas intersexo, liderada por pessoas intersexo, dedicada à proteção, promoção e realização dos direitos humanos dessa população, em perspectiva interseccional.

Atuamos como espaço de encontro e organização política para pessoas com variações das características sexuais, assegurando a participação direta de pessoas intersexo nos processos de deliberação e controle social das políticas públicas e contribuindo para ampliar a pluralidade de vozes e a democratização das esferas de decisão.

Incidimos em políticas públicas, produzimos e difundimos conhecimento e fortalecemos a presença de pessoas intersexo em processos e espaços decisórios, no Brasil e em articulação com América Latina, Caribe e outros contextos globais.

Incidência política nas instituições e participação de pessoas intersexo nos processos de tomada de decio para a proteção e pomoção dos direitos humanos de pessoas intersexo

Dados éticos, confiáveis, oportunos e desagregados sobre variações das características sexuais

Alianças e cooperação para transversalizar as questões intersexo como elemento central nas lutas por direitos humanos

Por isso, nossa missão é enraizar a política intersexo no Brasil e reflorestar a monocultura do sexo. Assim, promovemos, protegemos e defendemos os direitos humanos de pessoas intersexo no Brasil, reunindo e fortalecendo pessoas intersexo, ampliando sua participação política e garantindo que suas experiências orientem pesquisas, políticas públicas, práticas institucionais e debates públicos.

Nossa prioridade é enfrentar práticas que violam a integridade física e psíquica de pessoas intersexo, especialmente intervenções médicas e cirúrgicas prejudiciais, não consentidas, irreversíveis e desnecessárias, à medida que reivindicamos memória, verdade, justiça e reparação para as violações em curso.

Queremos um mundo onde as pessoas intersexo tenham vidas prósperas, pacíficas e sustentáveis, livres da mutilação genital intersexo.

Queremos nossos corpos íntegros e protegidos pelas políticas locais, nacionais e internacionais de direitos humanos.

Um mundo onde a nossa dignidade é reconhecida em políticas públicas inclusivas, por meio da nossa presença garantida em todos os espaços de decisão que afetam nossas vidas.

Centralidade das pessoas intersexo

Autodeterminação, autonomia corporal e diversidade corporal

Direitos humanos, democracia e justiça social interseccional

Reparação, memória, verdade e justiça

Produção ética de conhecimento e soberania narrativa

Saúde integral

Transparência, ética organizacional e proteção contra violências

Alianças e solidariedade
Afirmamos o protagonismo das pessoas intersexo em todos os processos decisórios, ações políticas, produções de conhecimento e incidências institucionais, rejeitando qualquer forma de tutela, silenciamento ou instrumentalização.
Fundamentamos nossa atuação na autodeterminação das pessoas intersexo, reconhecendo sua dignidade e autonomia corporal, e afirmamos a diversidade de corpos e formas de vida como constitutiva da humanidade. Defendemos que nenhuma intervenção cirúrgica, hormonal ou psicológica seja realizada sem consentimento livre e informado e consideramos inaceitável que crianças sejam submetidas a procedimentos irreversíveis.
Ancoramos nosso trabalho em marcos internacionais de direitos humanos e na defesa da democracia, entendida como projeto capaz de enfrentar desigualdades estruturais e garantir direitos, reconhecendo que gênero, raça, classe, território, deficiência e outras opressões atravessam e aprofundam as violências contra pessoas intersexo.

Exigimos políticas de reparação para pessoas intersexo submetidas a intervenções não consentidas, incluindo reconhecimento público, acesso a prontuários, responsabilização institucional e garantia de apoio psicossocial, jurídico e de saúde integral.

Rejeitamos modelos patologizantes que classificam corpos intersexo como “anomalias” ou “distúrbios” e defendemos uma produção de conhecimento ética, crítica, socialmente referenciada e construída em diálogo com movimentos sociais e comunidades afetadas, com geração de dados éticos, confiáveis e desagregados sobre questões intersexo.

Defendemos a criação e implementação de uma Política Nacional de Saúde Intersexo no SUS, baseada em equidade, universalidade e integralidade, articulada à defesa de direitos em campos como educação, trabalho, justiça e proteção social.

Comprometemo-nos com transparência e gestão ética dos recursos, vedando qualquer forma de exclusão, retaliação ou constrangimento contra pessoas que apresentem denúncias ou colaborem em processos de apuração, garantindo proteção, sigilo e integridade das pessoas envolvidas.

Valorizamos a construção de alianças comprometidas com justiça social e defesa dos direitos humanos, somando esforços com pessoas e grupos intersexo na América Latina, no Caribe e no mundo. Cultivamos solidariedade e cooperação como práticas políticas, em diálogo com movimentos que enfrentam opressões relacionadas a gênero, raça, classe, território, deficncia e outras opressões.

Amiel Vieira

presidente

Intersexo Transmasculine, 43 anos e desde 2015 está no movimento intersexo brasileiro. Sociólogo e Dr. em Bioética , ética aplicada e saúde coletiva pela UFRJ também cuida da área de pesquisa da rede.

Vidda Guzzo

diretora executiva

(ela/dela) é uma mulher trans e intersexo, defensora dos direitos humanos, analista política, e pesquisadora que atua nas interseções entre direitos LGBTQIA+, justiça de gênero e governança digital. Ela é fundadora e diretora executiva da Intersexo Brasil, diretora na União Libertária de Pessoas Trans e Travestis e analista de políticas públicas no Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. Vidda é doutoranda em Ciência Política na Universidade de Brasília, investigando como gênero e inteligência artificial estão remodelando as relações entre movimentos feministas, sociedade e Estado.

Alex Ballestrin

diretor de operações

Alexander Salcedo Ballestrin é uma pessoa Intersexo e não-binária. Conselheiro fiscal e facilitador de formações na ABRASITTI e diretor de operações na Rede Intersexo Brasil.

Caia Maria

diretora de programas e advocacy

Caia Maria Coelho é diretora de programas e advocacy da Rede Intersexo Brasil, conselheira técnico-científica da Associação Brasileira de Trans-Homocultura (ABETH) e do Centro de Pesquisa Transfeminista.

Liah Ribeiro

diretor de comunicação

Intersexo e transmasculino, diretor de comunicação da Intersexo Brasil, e atua há anos no desenvolvimento de ações culturais em diálogo com as comunidades trans e intersexo, com passagens pelo Ateliê TRANSMoras, Casa Chama, entre outras organizações sociais. Sua prática articula arte, comunicação e ativismo como ferramentas de visibilidade e transformação social. Atualmente, é coordenador de logística na galeria Fortes D’Aloia & Gabriel.

Alexander Oliveira

diretor de saúde

Psicólogo (CRP 10/07974) e especialista em Saúde Coletiva pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP). Atua na clínica psicológica, com foco no cuidado de jovens, adultos e da população LGBTI+, desenvolvendo práticas voltadas à promoção da saúde e à redução de danos. Amapaense, articula sua formação e trajetória profissional aos contextos socioculturais da Amazônia, valorizando saberes locais e práticas de cuidado enraizadas no território.

Danilo Moraes

diretor de finanças

Danilo é ativista trans, intersexo, e polissexual, ex-atleta, palestrante e consultor em diversidade. Ele é formado em Recursos Humanos e está cursando o último período de Psicologia.

Sara Wagner York

diretora de educação

Sara Wagner York / Sara Wagner Pimenta Gonçalves Junior é doutora em Educação pela UERJ, psicanalista, jornalista, pedagoga e biomédica. Realiza estágio de pós-doutorado em Semiótica na UNESP como bolsista FAPESP. Integra grupos de trabalho do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania nas agendas intersexo, memória LGBTI e pessoas com deficiência, atuando na formulação de políticas públicas e na produção de conhecimento situado.

Carolina Iara

diretora de relações institucionais

Mulher negra do axé, travesti, positHIVa e intersexo. CoDeputada Estadual de SP pela Bancada Feminista do PSOL, é também Doutoranda em Antropologia na USP, Mestra em Ciências Sociais pela UFABC, escritora e poeta. Ativista há mais de 16 anos nos movimentos negro, LGBTIA+, de saúde e de direitos de pessoas com HIV/aids. No Candomblé, Carolina é Egbomi do terreiro Ile Axé Oju Oyá, sendo filha dos orixás Ossain e Iansã.

Plano Estratégico da Rede Brasileira de Pessoas Intersexo

Plano Estratégico da Intersexo Brasil apresenta o nosso programa político, os nossos compromissos e os nossos princípios, apresentando nossa missão de organizar, apoiar e politizar a pauta intersexo no Brasil a partir de uma atuação liderada por pessoas intersexo, fundando a nossa tese sobre “enraizar a política intersexo no Brasil” e “reflorestar a monocultura do sexo”. O plano articula objetivos voltados à incincia junto ao Estado, à sociedade, à mídia, à ciência, a doadores e a redes regionais e globais, defendendo a integridade corporal, a participação potica, a visibilidade e a promoção dos direitos humanos.

Intersex Human Rights: A report on the Human Rights Council Resolution 55/14

Este relatório, disponível em inglês, reconstrói o processo político e diplomático que levou à aprovação, em abril de 2024, da primeira resolução específica do Conselho de Direitos Humanos da ONU sobre discriminação, violência e práticas nocivas contra pessoas intersexo. O texto recupera a trajetória de advocacy de organizações intersexo e aliadas, detalha as negociações, os posicionamentos dos Estados e a votação final, am de analisar os impactos normativos e políticos da resolução para a sociedade civil intersexo em escala global. O texto é de autoria de ILGA World, e Intersexo Brasil é uma das organizações intersexo que contribuíram para o texto.

Nota Técnica: Cuidado em Saúde da População Intersexo

Esta nota técnica, entregue em mãos ao Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, oferece um panorama ctico sobre os desafios enfrentados pela população intersexo no campo da saúde no Brasil, articulando referências dos direitos humanos, da bioética, da saúde pública e do direito constitucional para denunciar práticas patologizantes e intervenções não consentidas. O documento examina o contexto histórico da medicalização das variações das características sexuais, analisa o papel de instituições como o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Federal de Psicologia, situa o debate em diálogo com o Ministério da Saúde e com normas internacionais, e propõe recomendações concretas para a formulação de políticas públicas.

I Am” Intersex: Global Voices for Intersex Justice

Este relatório, publicado pela Outright International em dezembro de 2024, reúne vozes e estudos de caso de 11 países para mapear os principais desafios, prioridades e conquistas do movimento intersexo em diferentes contextos nacionais. Construído a partir de entrevistas com ativistas e organizações, o documento evidencia violações recorrentes — como mutilação genital intersexo, abandono, discriminação, barreiras documentais e falta de cuidado em saúde afirmativo — ao mesmo tempo em que destaca estratégias de resistência, organização e incidência potica desenvolvidas por lideranças intersexo ao redor do mundo. No caso brasileiro, o capítulo sobre o Brasil contou com a colaboração da Intersexo Brasil, que contribuiu para apresentar o contexto nacional, os entraves institucionais e os avanços recentes na articulação política em defesa dos direitos das pessoas intersexo.

está conduzindo a primeira edição da PESQUISA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS DE PESSOAS INTERSEXO NO BRASIL 2026. Esta é uma pesquisa comunitária que visa verificar quais as condições de vida e principais vulnerabilidades de pessoas intersexo.

Nosso objetivo é avaliar, em termos abrangentes, as dimensões relacionadas ao perfil sociodemográfico, ao bem-estar e à experiência autorrelatada em tal população. Esperamos com isso superar a carência histórica de dados quantitativos confiáveis, éticos, oportunos e desagregados sobre a população intersexo no Brasil.

Queremos conhecer sua realidade

Conheça o Comitê Consultivo da nossa pesquisa:

Ana Amorim

Rachel Rocha

Magnus Régios Dias da Silva

Lucas Bulgarelli

Jaqueline Gomes de Jesus

Bru Pereira

Carolina Iara Oliveira

Hailey Kaas

Fabian Algarte

Luna Monsueth

Inácio Machado

Paula Sandrine Machado

Liah Oliveira

Alexander Oliveira

Danilo Henrique

Liege Nonvieri

Lucas Mascarim

Joel Pires Marques Filho

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